ESET: Apps de meteorologia maliciosas apanhadas no Google Play

Apesar de todos os mecanismos de segurança que existem nas lojas de aplicações para dispositivos móveis, a verdade é que os piratas informáticos têm encontrado sempre forma de os furar. A ESET, empresa pioneira em soluções de segurança antivírus, descobriu e desativou uma botnet que utilizava aplicações Android para se apoderar das credenciais bancárias das vítimas e para bloquear os equipamentos. No início de fevereiro, algumas aplicações maliciosas conseguiram contornar os mecanismos de proteção da Google e apareceram na loja Google Play (a 4 de fevereiro).

Essas apps, que se faziam passar por aplicações meteorológicas, não tinham outro intuito, senão apoderarem-se dos dados bancários dos utilizadores Android. Dois dias depois, foram detetadas e reportadas pela ESET, tendo sido eliminadas de imediato. Durante o período em que estiveram ativas, foram instaladas em cerca de 5000 dispositivos.

Estas aplicações maliciosas faziam parte de uma botnet e enviavam para o servidor de C&C (sigla para “Comando & Controlo”) todas as informações que conseguiam reunir.

Agora – e após uma análise minuciosa -, os investigadores da ESET concluíram que as aplicações Android e o servidor de C&C foram desenvolvidos com o mesmo código fonte que foi disponibilizado publicamente na Internet em dezembro de 2016.

Este código, que serviu de base para estas ameaças, e que inclusivamente disponibilizava um painel de administração na web para que o criminoso pudesse controlar todas as ações, estava disponível em fóruns com origem na Rússia desde finais do ano passado.

De acordo com Lukáš Štefanko, investigador da ESET

O fácil acesso às ferramentas que permitem criar malware para o sistema operativo Android faz com que o número de ameaças aumente significativamente. Por este motivo, os utilizadores Android devem leva a sério a prevenção

Uma análise ao servidor C&C, que estava ativo desde 2 de fevereiro de 2017, revelou uma extensa lista de vítimas. No dia 23 de fevereiro, quando o servidor de comando e controlo foi desativado pela empresa de alojamento, após o alerta da ESET, a botnet já somava 2810 vítimas de 48 países diferentes.

Fonte: pplware
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